Programa Amigo Real comemora os resultados em 2007 | 10.2.2007O Programa Amigo Real direcionará mais de R$ 4,8 milhões aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente em 2007. O dinheiro foi arrecadado durante a campanha do programa em 2006 e será direcionado a 34 projetos de educação e profissionalização. Criado em 2002 pelo Banco Real, o programa tem o objetivo de incentivar e facilitar a destinação de parte dos recursos dedutíveis do Imposto de Renda a projetos sociais indicados pelos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente.
De acordo com o balanço da campanha encerrada em 15 de dezembro de 2006, 13.737 funcionários e 4.191 clientes e fornecedores participaram da iniciativa, destinando R$ 2.070.451,06 e R$ 1.152.081,68, respectivamente, aos Fundos. “A participação dos nossos clientes, funcionários e parceiros contribuirá para construir uma perspectiva de futuro para milhares de crianças e adolescentes do nosso país”, afirma Laura Oltramare, superintendente de Desenvolvimento Sustentável do Banco Real.
Além de promover o programa, o Banco Real contribuirá com R$ 1.637.000,00. A novidade de 2007 é que metade desse recurso - que representa uma ampliação da contribuição do Programa Amigo Real - será destinada a oito municípios em fase de implementação de diagnóstico da realidade de suas crianças. “O sucesso do Amigo Real tem inspirado iniciativas semelhantes em outras empresas. A divulgação do Estatudo da Criança e do Adolescente (ECA) e, conseqüentemente, a conscientização sobre a possibilidade do direcionamento de recursos do Imposto de Renda é uma realidade cada vez mais presente nas ações de responsabilidade social”, completa a superintendente. Os projetos apoiados pelo Amigo Real são acompanhados por funcionários e clientes do banco e seus resultados são informados a todos os envolvidos.
Desde a sua criação, o Programa Amigo Real direcionou mais de R$ 13 milhões a 123 projetos em 62 municípios de 12 estados brasileiros, beneficiando cerca de 40 mil crianças e adolescentes. A iniciativa possibilita aos conselhos municipais manterem projetos de educação voltados a crianças e jovens em situação de risco.
O que diz a lei
De acordo com a legislação brasileira, as pessoas físicas podem direcionar até 6% do Imposto de Renda devido aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. No caso das empresas, esse percentual é de 1%. No Brasil, o incentivo fiscal é um direito pouco utilizado. Para 2004, a Receita Federal informa que as pessoas físicas destinaram R$ 17,1 milhões e pessoas jurídicas R$ 61,3 milhões aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. Um estudo feito pela Prattein – empresa especializada em educação e desenvolvimento social, estima um potencial de mais de R$ 1 bilhão passíveis de dedução sendo, R$ 350 milhões para pessoas jurídicas.
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